Estratégias políticas da esquerda no Brasil para a perpetuação no poder

* Por Irlando Oliveira
Mantendo-se já há quinze anos na política brasileira, desde 2003, a esquerda vem, de forma sistemática e estratégica, estabelecendo ações sorrateiras com o escopo de se perpetuar no poder. Esquiva-se em implementar políticas públicas que objetivem, de fato, a criação de um maior Estado social, como forma de se tentar mitigar a miséria que assola o país, mas age em conformidade com os postulados exarados nos manuais de política da própria esquerda, aplicando um “assistencialismo” em larga escala, através do qual – infelizmente – mal atende a fome daqueles que se encontram em vulnerabilidade social, isto em razão – vale dizer – da falta de perspectivas de, com esforço próprio, conduzir suas vidas com dignidade. Ao invés de se ensinar a pescar, deu-se o peixe, o que concorreu, sobremaneira, para tornar difícil a mão de obra principalmente para serviços comezinhos, favorecendo a indolência daqueles que já tinham aversão ao trabalho dignificador.
No campo da educação, para se “erradicar” o analfabetismo no país – que obviamente concorre para o baixo índice de desenvolvimento humano (IDH) -, na tentativa de projetá-lo positivamente no cenário internacional, buscou-se o caminho mais fácil, através do qual se deveria promover, de todas as formas, a aprovação dos alunos, concorrendo para a criação de uma geração praticamente inculta, carecendo do devido preparo intelectual para arrostar a barreira do vestibular. E para compensar tal deficiência intelectiva, fomentou-se a abertura de universidades e faculdades no país, de modo a facilitar o ingresso dos discentes egressos desse insensato “modelo”. Assim, a nação foi tomada por inúmeros estabelecimentos de ensino de nível superior, muitos dos quais sem a devida habilitação para a condução da atividade nobre, lançando no mercado de trabalho inúmeros profissionais sem a devida mestria para a condução do ofício, necessitando de mais capacitação.
A geração estudantil que aí está, mormente a do considerado ensino médio e universitário, vem sofrendo, por sua vez, influências acerbas de alguns integrantes – esquerdistas – que compõem o corpo docente dos vários estabelecimentos de ensino, que os “encharcam” dos ideais da política que se fidelizaram, fazendo verdadeiro proselitismo político em tais educandários, invectivando contra todos aqueles que não comungam com o pensamento vermelho, depreciando-os violentamente.
Ademais, como bem temos acompanhado as operações da Polícia Federal em todo o território brasileiro, a estratégia política esquerdista necessita de vultosas cifras para a sua concretização, o que tem levado o país aos maiores registros de corrupção já vistos na sua história. Afinal, para a consecução dos objetivos, vale tudo! É o princípio maquiavélico, na acepção da palavra, em que os fins justificam os meios!
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* Irlando Lino Magalhães Oliveira é Oficial da Polícia Militar da Bahia, no posto de Tenente-Coronel, escritor, ensaísta e especialista em gestão da segurança pública e direitos humanos.

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