Foto: Elias Dantas / Ag Haack / Bahia Notícias
Foto: Elias Dantas / Ag Haack / Bahia Notícias

Conforme nota publicada no Bahia Notícias deste sábado, 20 “um desvio milionário de verba pública foi revelado pela presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, à revista Veja. A entidade é uma ONG criada por petistas da Bahia e foi escolhida, em 2008, pelo governo do estado, para construção de 1120 casas populares para famílias de baixa renda. Recursos do Fundo de Combate à Pobreza para o projeto somam R$ 17,9 milhões.

O Instituto é investigado pelo Ministério Público desde 2010 e já havia provas de que parte do dinheiro desapareceu. Em entrevista à publicação, a presidente revelou que a entidade foi criada com o objetivo de financiar o caixa eleitoral do PT na Bahia. Entre os apontados como envolvidas no esquema estão dirigentes locais e o candidato do PT ao governo estadual, Rui Costa, que recebiam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil reais por mês.

Para desviar os fundos, a entidade simulava prestação de serviço com os recursos recebidos e fiscalização dos próprios petistas. Posteriormente, o dinheiro era repassado para candidatos. Quando um acordo pagava a construção de 1000 casas, por exemplo, apenas 100 eram construídas. Cerca de R$ 50 milhões foram movimentados desde 2004. Para Dalva, é “impossível” que o governador Jaques Wagner não soubesse dos desvios, apesar de não o acusar. “Vou levar todos esses fatos ao conhecimento do Ministério Público. Quero encerrar esse assunto, parar de ser perseguida. O ônus ficou todo comigo”, disse.”

Em resposta a nota, se defende o candidato petista à sucessão estadual:

‘Eu quero que provem o meu envolvimento neste caso’, diz Rui Costa sobre acusações

O candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa, reagiu à matéria publicada pela revista Veja, na qual é apontado como um dos envolvidos em um esquema de desvio de aproximadamente R$ 50 milhões por meio do Instituto Brasil. Para o petista, a reportagem é “inescrupulosa e a serviço do velho coronelismo baiano”.

Rui afirmou que não passa de uma estratégia de usar uma “revista aliada” com o objetivo de repercussão no horário eleitoral gratuito e solicitou que as autoridades competentes investiguem o caso severamente. “Envolver meu nome neste assunto faz parte de uma estratégia leviana e suja. Agora, eu quero que provem o meu envolvimento neste caso. É um desafio”, disse em comunicado oficial. Na reportagem, o candidato é acusado de receber entre R$ 3 mil e R$ 5 mil mensais em um esquema que abastece o caixa eleitoral do PT na Bahia, de acordo com Dalva Sele Paiva, presidente da ONG. O candidato irá interpelar judicialmente a revista Veja e a autora das denúncias ainda nesta semana.

(Notas publicadas no Bahia Notícias deste sábado, 20 – grifo nosso)