Se falta água falta tudo. (foto Itamar Alves)

Após ampla divulgação e repercussão nas redes sobre a situação do Orfanato estabelecido na comunidade rural de Contendas, em Macaúbas, tendo a entidade corte de água por falta de pagamento, tomando conhecimento do fato, a Câmara de Vereadores de Macaúbas, através de seu departamento jurídico, tendo como titular a advogada Dra Clísia Cardoso, numa ação judicial, restabeleceu o fornecimento d’água do Orfanato, devolvendo às crianças e adolescentes que lá vivem dignidade e acesso ao bem precioso e indispensável à vida.

Acesso a água de qualidade é um desafio para boa parte da população

Segundo o presidente da Câmara de Vereadores, por impedimentos do Tribunal de Contas, há um questionamento sobre as subvenções, que antes as prefeitura concediam as entidades como o Orfanato de D. Efigênia, no entanto, diz o vereador que irá procurar outros meios legais e administrativos junto ao Prefeito Amelinho para ajudar entidades de Macaúbas com as mesmas razões  sociais, bem como as culturais e desportivas.

Em contato com a redação do Blog, após a publicação desta nota, a Secretária de Ação Social, Srtª Natália Dias, informa que há apenas um único “abrigo de crianças” em Macaúbas mantido pelo município, que é a Casa Lar Dona Noemi e finaliza nota informando que na “semana que vem irá divulgar nota esclarecendo a questão” 

(Matéria atualizada às 11h10min de 16/02/19)


Imagem meramente ilustrativa (www.saneamentobasico.com.br/)

Em contato com a redação do blog, morador de Ibipitanga, diz que está recebendo nas torneiras de sua casa água “barrenta”, turva, de péssima qualidade, além de ter mal cheiro, tem gosto ruim (salobra), dizendo que toda a população ficou quase um mês sem águas nas torneiras e mesmo assim a empresa responsável pela captação, “tratamento” e distribuição emitiu fatura cobrando o consumo. Também nas cidades de Botuporã e Paramirim há queixas à empresa sobre a provável má qualidade das águas captadas e distribuídas pela Embasa, conforme nota em rede social do vereador de Botuporã Glauber Magalhães: Veja:

“Paramirim em situação semelhante a de Botuporã: população tendo que comprar água mineral para consumo, como mostrado no ofício assinado pela vereadora ao promotor da comarca. Um problema grave desse temos que buscar todas as providências cabíveis (até mesmo porque muitos têm dificuldade econômica em fazer esta substituição para consumo). Embasa precisa se manifestar de uma forma que a população possa voltar a ter confiança em consumir esta água. Não adianta dizer que tá tudo bem, e milhares de pessoas demonstrarem o contrário!”

FOTO: RAUL GOLINELLI / GOVBA  (Audiência Pública realizada em Paramirim 28/05/2015)

Lembrando que na primeira gestão do governador Rui Costa foi prometida a construção de barragens sobre o Rio da Caixa e a construção da Adutora do Zabumbão. Em 2015 até licitação foi realizada, passaram-se anos e a promessa não foi cumprida, mesmo assim o governador foi reeleito com expressivo número de votos na Bacia do Paramirim… E agora o povo sofre pela promessa não cumprida!… veja aqui e aqui também. 

Em Livramento cidadão “presenteia” Governador (Foto L12)

O que é isso?… Suco de laranja?… Isso é o que deveria ser H2O, segundo nota dos meios de comunicação da época (2015) uma cidadã moradora de uma comunidade de Livramento, aproveita a presença do governador Rui Costa e apresenta numa garrafa PET, amostra de água que é servida pela embasa. O caso não teve ampla divulgação imprensa regional, alguns meios até parece que “deletaram” as matérias da época… Isso mostra que o caso de água “turva” vem de longe!

O blog não conseguiu manter contato com a direção regional da Embasa, nem com o Palácio de Ondina. No entanto, espaço fica aberto para interessados através do e-mail do blog: [email protected]

Ofícios de vereadores direcionados a diversas autoridades do Estado.


Em contato com a redação do blog, leitor se posiciona a respeito de “poste que atropela carro”, matéria publica pelo blog no dia 20 de dezembro/18. Segundo argumentos de Jackson J R Dantas, engenheiro civil pós graduado em Tecnologia e Gerenciamento de Obras, diz que o poste está “legalmente” em seu lugar, atende a legislação. Já quanto as lombadas, diz que estas não atendem a legislação. Veja texto.
Leitor diz que poste serve também para “salvar vidas”
A respeito de uma matéria onde você menciona algumas características técnicas da via na saída da cidade está provocando um conhecimento errado das normas de seguranças em vias e calçadas.

O poste está localizado no local correto pois a prioridade em qualquer via é a vida humana, neste caso o de maior gravidade de lesão (o pedestre). O poste está de acordo com a norma redigida pela lei de acessibilidade (  Lei 10.098/00 ) pois protege o pedestre em casos onde os veículos automotores percam o controle e saiam da via. Quanto ao quebra mola ou lombada esta é definida pela  Resolução nº 600/2016 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN e lá em Macaúbas foi construída sem seguir parâmetros estabelecidos por normas de segurança onde máximo permitido é de 10 cm para vias urbanas e menor ainda para vias rurais. 

Há casos em que populares constroem a lombada e pela falta dos requisitos técnicos e da devida sinalização podem ocorrer acidentes e obviamente aqueles que a colocaram indevidamente o obstáculo serão responsabilizados ou pleo menos deveriam. Da mesma forma acontece com alguns órgãos de trânsito que respondem objetivamente por eventuais danos causados aos cidadãos (art. 1º, § 3º, do CTB), bem como secretarias municipais de obras ou de infraestrutura que no ímpeto de ajudar a evitar acidentes implantando uma lombada acabam construindo um “quebra molas” que no fim das contas vai acabar quebrando alguns ossos…
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 (Por Jackson J R Dantas:  Engº Civil- CREA 74880 –  Universidade Estadual de Feira de Santana – Pós Graduado em Tecnologia e Gerenciamento de Obras- Faculdade SENAI/CIMATEC Graduando em Tecnologia de Transportes Terrestre – Universidade Federal da Bahia)


Órgão faz visitas a estabelecimentos (Imagem cedida)

Informações preliminares dão conta que a CIPPA, Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental, do Destacamento de Lençóis, esteve no início desta semana em Macaúbas e em outros municípios da região.  A visita é mais educativa ou “blitz ambiental”, tem como motivação levar ao conhecimentos dos supostos infratores que a extração de areia em leitos de rios, riachos e outras áreas é crime ambiental, não tendo estes autorização de órgão competente, que é  o INEMA Instituto Estadual do Ambiental e Recursos Hídricos para realizar a extração e comercialização da areia que é um mineral.

Agentes fiscalizadores do órgão também esteve em Ibipitanga e Boquira, onde também realizam a mesma operação.

Leito do Rio Paramirim em Ibipitanga

A visita se deu principalmente em estabelecimentos comerciais como as casas de materiais de construção e/ou depósitos de areia, houve também abordarem de caminhoneiros que fazer a retirada deste mineral sem autorização. Segundo informações, os agentes devem retornar a Macaúbas e região para novas visitas, persistindo o ato criminoso, medidas administrativas devem ser tomadas, sendo uma delas a plicação de multas e apreensão de maquinas e equipamentos, podendo chegar a detenção dos infratores.

 


Conforme nota em rede social da instituição, o CETEP do Vale do Paramirim, oferecerá o Ensino Médio neste ano letivo. Veja nota:


“Estaremos ofertando turmas para o 1° Ano do Ensino Médio. Além da Educação Profissional também ofertaremos o Ensino Médio a partir deste ano. Uma grande notícia para as comunidades macaubense e circunvizinha. Teremos turmas no diurno, matutino e vespertino. Alunos vindos do 9° Ano do Ensino Fundamental, fiquem atentos! As matrículas ocorrerão nos dias 23 e 24/01, no próprio CETEP ou via online. O link para inscrição online: http://www.educacao.ba.gov.br Os documentos necessários para matrícula: cópia do RG e CPF, cópia do comprovante de residência, cópia da carteira de vacinação, Histórico escolar, 2 fotos 3×4″ 

 

 


O caso não é novo, mas é desconhecido por grande parte da sociedade… No entanto, as autoridades municipais de saúde, de assistência social, bem como o Ministério Público e o Judiciário têm conhecimento desta realidade há anos e certamente as autoridades religiosas! … Mas, pode haver ai, um jogo de “empurra-empurra”, que para muitos chamam-o de “impasse” e para outros “descaso”… No entanto, não importa o nome que se dê a situação, o que importa é a situação em si, a realidade: o cidadão está jogado à própria sorte… (ou a falta dela)

“Pelado e abandonado” (Imagem cedida)

O caso acontece na comunidade rural de Barra de Cima, região serrana há alguns quilômetros do distrito de Canatiba, este que fica a 60km da cidade de Macaúbas… A foto e a indignação do caso, é de um leitor do blog que preferiu ter sua identidade preservada. Informa que não tem conhecimento de seus familiares e que achou um absurdo o abandono e o descaso das autoridades, e se limitou a dizer que soube que um membro da família “joga” alimentos para ele…

Hoje, durante a primeira sessão do Legislativo Municipal, ocasião que recebi esta informação por aplicativo de celular – fiz uma consulta rápida e informal à Secretária de Assistência Social que estava no Plenário da Câmara acompanhando  a reunião dos vereadores, a Psicóloga Natália Dias,  segundo suas breves informações, diz que, o caso é complicado e que diversas medidas já foram tomadas mas sempre esbarram em questões legais e outras, entre elas uma autorização para uma “internação compulsória” – Informa que o cidadão sofre de problemas sérios de saúde mental, que os profissionais da saúde, não têm acesso a ele por ser violento mas, que várias tentativas já foram feitas para resolver o problema.

Impasse ou descaso?

Independentemente do que seja, parece ai que reina a maldita “burocracia” – papelada, protelação, falta de interesse em solucionar o problema: o descaso! Talvez quem sabe, a sua condição sócioeconômica seja um impasse?: o cara é preto, o cara é pobre, de origem humilde… Se assim for, o cara continua sendo um Ser Humano, e mesmo se não fosse, nenhuma criatura viva poderia ser tão ignorada… Ou poderia?

O blog, por mensagem de aplicativo, repassou para a Secretaria de Saúde, mas até o fechamento desta matéria não tinha recebido retorno. Não conseguimos manter contato com representante do Ministério Público nem com o Judiciário, no entanto espaço fica aberto para interessados…

E se fosse você?

A mais antiga das artes, a música… Diz-se que ela já existia antes mesmo da humanidade, que ela é uma arte “celestial”, anjos e arcanjos com suas Harpas, já faziam seral e quem sabe talvez, serenatas e, quando se juntavam certamente acabavam num festival…

Zum, zum… Música lembra que saneamento é básico

Nada melhor para chamar a atenção aos ouvidos e “narinas” que a música… Sendo ela uma linguagem universal, será usada pelo grupo em prol do Saneamento Básico que vem desenvolvendo em Macaúbas nos últimos anos uma intensa campanha de conscientização, graças as intervenções e iniciativas do ativista social Joe Kallif, filho do saudoso Manoel Defensor, idealizador e fundador do Abrigo São Francisco de Assis, que usou de seus recursos particulares para investir no social e o acolhimento de idosos em sua matéria e em espírito, pois também construiu uma capela em louvor a São Francisco de Assis…

 

Há mais de 20 anos, principalmente as comunidades do “baixo Macaúbas”, sofrem com a falta do saneamento básico, tendo que diuturnamente conviver com os esgotos que são despejados aleatoriamente a céu aberto, causando mais que contaminação do solo e das águas, contamina também  o ar que se respira, contamina a mente e a consciência… Ao ponto de se “pensar” que já acostumamos com o mal cheiro, com a latrina, com as moscas e ratos!… Parece que o Ser Humano se acostuma com tudo!

E finalmente a música… Previsto para o dia 26 de Janeiro um Festival de Música para “lembrar” a população que o saneamento é básico… É básico como a música é…