Projeto é aceito pelo Prefeito (Foto Osvaldo Oliveira)
Projeto é aceito pelo Prefeito (Foto Osvaldo Oliveira)

Conforme nota do comunicador Osvaldo Oliveira, em sua página do Facebook,o Prefeito José João Pereira (Zezinho), recebeu ontem (29/03) em seu gabinete, um grupo de vereadores e músicos para conversarem sobre o projeto Prata da Casa. Nenhum ponto do referido projeto foi questionado, como houve consenso das opiniões,o mesmo se tornou Lei

Dos recursos disponíveis para contratação, pelo menos 30% devem ficar em casa.
Dos recursos disponíveis para contratação, pelo menos 30% devem ficar em casa.

As cláusulas serão melhores detalhadas oportunamente e tem como carro chefe a que prevê que a autoridade municipal, responsável por contratações de artistas, reserve pelo menos 30% do orçamento para contratações de músicos e artistas da casa,ou seja do município de Macaúbas… Mas o mesmo projeto, obriga também, que os grupos musicais estejam devidamente regularizados, para que possam se enquadrar dentro das exigências estabelecidas pela nova Lei”

O projeto é de autoria do Vereador Anderson Gumes, que foi posto há algumas semanas em apreciação no Plenário da Câmara Municipal de aprovado por todos os vereadores.


Nunca Mais... Morrerás em nossas memórias!...
Nunca Mais… Morrerás em nossas memórias!…

Ecoa pelo Brasil e Mundo a passagem do Prof. Ático Mota, Lena Castello Branco, amiga e jornalista de Goiânia, capital do Estado de Goiás, onde o Prof. Ático morou por diversas décadas e foi um dos co-fundadores da Universidade Federal daquele estado, aprecie a  Crônica publicada no Diário da Manhã, Goiânia, 29/03/2016. por Lena Castello Branco:

 NUNCA MAIS

Lena Castello Branco
[email protected]

É domingo de Páscoa e toca o telefone: um amigo comunica o falecimento do Professor Ático Frota Vilas Boas da Mota, ocorrida ontem, 26 de março de 2016. A notícia toca-me fundo o coração: fomos amigos por mais de 50 anos, às vezes passávamos meses sem falar um com o outro, mas a afeição recíproca persistia a despeito dos percalços da vida.
Gostava de ouvir ao telefone o (amenizado) sotaque baiano do amigo que me saudava: “Como vai, minha irmã Lena?”. Porque eu costumava dizer que ele era meu irmão mais velho, e Ático aceitou tal fraternidade, expressão de identidade e de carinho. E, de minha parte, de incondicional admiração pelo homem íntegro e bom que ele sempre foi, sobressaindo pela inteligência privilegiada, memória invulgar, amor aos livros e erudição fantástica. A par de uma autenticidade única, que fazia dele um daqueles tipos inesquecíveis de que se falava outrora, pessoas que deixam sua marca na lembrança de quem conviveu com eles.
Conheci Ático no início da década de 1960, quando ele chegou a Goiânia e trabalhava na Universidade Federal de Goiás, recentemente fundada. Vi-o à distância, na Reitoria da Rua 20, como um torvelinho à frente do Departamento de Cultura, cuidando de organizar a I Feira Internacional do Livro (acho que o nome era esse). Segundo me informaram, ele participara da missão João Dantas do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), com vistas ao intercâmbio cultural com países do Leste Europeu.
Poliglota, versátil e articulado, Ático era então – como sempre foi – uma usina de ideias, interessado em disseminar cultura, voltado para a beleza da arte literária e das línguas modernas, sete das quais dominava com a naturalidade de quem recita um poema aprendido na infância. Isso sem falar na paixão pelos ciganos, sua história, seus mitos, sua música, suas belezas e segredos que ele estudava e desvelava como pesquisador emérito que foi.
Certa tarde do ano de 1964 – era o mês de setembro – soou a campainha de minha casa. Era Ático, com a fisionomia marcada por olheiras, mas sorridente. Recebi-o com curiosidade – pois sabia (todos sabiam) que ele estava (ou estivera?) preso no Quartel do 10º. BC, respondendo inquérito polical-militar como subversivo.
Ele disse que fora solto há pouco, e que viera do Quartel para minha casa pois queria abraçar-me. Dito e feito: abraçamo-nos por longo tempo, próximos um do outro no sentimento de injustiça que nos irmanava, pois que eu também estivera detida e fora interrogada pelo mesmo coronel que arguira e atazanara Ático, durante semanas. Perguntei-lhe se queria desabafar, contar seus sofrimentos ou maus tratos. “Não – ele respondeu – Não vamos falar disso, é página virada”. E acrescentou; “Vim diretamente até você porque ouvi o seu interrogatório e suas respostas. Você foi digna e serena.” E novamente me abraçou.
Ático tornou-se professor do antigo Instituto de Ciências Humanas e Letras da UFG, onde exercitou sua paixão de humanista pelas letras e pela literatura, com destaque para o clássico dos clássicos, “Dom Quixote de la Mancha”. Quando adquiriu um terreno no então pouco habitado Setor Sul, sugeriu a um vereador que fizesse aprovar, na Câmara Municipal, o nome de Miguel de Cervantes para denominar a praça em frente. Consta que a primeira reação do edil foi de estranheza: por que um cara que nada fez por Goiás mereceria ser homenageado? Mas parece que, afinal, a sugestão pegou…
Muito cedo, Ático chegava ao Instituto vestindo guarda-pó branco e trazendo uma caixinha de madeira, com giz e apagador. Nunca me esqueço do dia em que – a convite de um colega – um pomposo mestre paulistano iria ministrar uma palestra para os cursos de Letras. Como diretora do ICHL, fui fazer uma visita de cortesia ao convidado; mas, ao invés de uma serena exposição em desenvolvimento, encontrei no anfiteatro o professor Ático demolindo, com lógica irrefutável, a exposição arrevesada do filósofo de araque que não conseguia sequer contra-argumentar…
São tantas as lembranças! Ático no Teatro de Varanda, em sua casa; pintando e escrevendo poemas; dançando a dança do Zorba como quem fez uma oração; conversando com meus filhos; fazendo-me uma solene visita de pêsames; prefaciando um dos meus livros. Reconhecido internacionalmente, ele recebeu láureas e prêmios no Brasil e no exterior. Mas a vida passa rápida e implacável – com a suprema implacabilidade da morte, que nos faz sobreviventes, àqueles a quem as Parcas ainda hesitam em cortar o fio da vida.
Ele voltou para a terra de sua infância, empenhou-se em beneficiar a juventude de Macaúbas, criou a Fundação Professor Augusto Motta (seu pai), à qual se dedicou de corpo e alma. Tantas vezes desejei ir visitá-lo, sem que me fosse possível fazê-lo. De longe em longe, ele vinha a Goiânia e era muito bom revê-lo, à sua figura despojada, a cabeça de formato incomum, os cabelos brancos, a inteligência rara e a sensibilidade à flor da pele.
Nunca mais. Nunca mais ouvi-lo ao telefone, sua voz entre risonha e carinhosa. E os minutos se passavam, dando e recebendo notícias, comentando fatos, redescobrindo afinidades, rindo pelo prazer da amizade e do querer bem.
Nunca mais!
Fica com Deus, Ático, meu irmão.

 

 


O seu testamento: nos dar o direito de sonhar com uma Universidade. Jantar em apoio a implantação da Universidade do Sudoeste com Campus em Macaúbas, ao lado do Prof. Orlando.
O seu testamento: nos dar o direito de sonhar com uma Universidade. Jantar em apoio a implantação da Universidade do Sudoeste com Campus em Macaúbas, ao lado do Prof. Orlando.

A gratidão é a memoria do coração” (Antístenes) – Escrita numa folha de papel madeira, a lápis de cera, numa parede atrás de sua cadeira na sala da Presidência da Fundação Cultural Prof. Mota… Era uma das suas preferidas… E entre uma e outra sempre usava a expressão, até como forma de conselho e motivação: “Nunca deixe o arado no meio do campo”…  E ele, ao deixar este plano, levou consigo o seu arado…

Libriano, nascido em 11 de outubro de 1928… 87 anos dedicados aos estudos, saiu de Macaúbas no lombo de cavalo aos 12 anos para estudar em Salvador, sob os incentivos do seu pai José Batista da Mota e orações de sua mãe Dona Aida Frota Vilas Boas da Mota… Sua história é rica, autores de diversos livros, professor e um dos có-fundadores da Universidade Federal de Goiás, membro da Academia Baiana e Brasiliense de Letras… Sua casa, que será transformada num memorial, onde foi sepultado no fim da manhã deste Domingo de Páscoa, 27 de Março de 2016, ao lado de sua esposa, Dona Alzira que faleceu poucas semanas antes (12/02/2016)…

Amigos, parentes… Ali toda Macaúbas também representada, uma cidade por ele venerada… Radicou-se aqui, em março de 1989, no casarão dos seus pais, na Praça da Matriz, hoje sede da Fundação que leva o nome do seu pai, fundada em agosto de 1972. Prof. Ático fez úteis e profundas mudanças no cotidiano de Macaúbas, tendo o número 11, como o “da sorte”, como sugestão, fez uma lista de onze frases à Igreja Católica para que a mesma substituísse o “Aviso Fúnebre”, usado para anunciar falecimentos na cidade através do alto falante da Igreja Matriz, entre as quais, foi escolhida: “Aviso do Repouso em Cristo”!…

Em seu templo... O Homem que que não queria descaso, mas sim e, certamente PAZ!...
Em seu templo… O Homem  que não queria descaso, mas sim e, certamente PAZ!…

O repouso em Cristo do Prof. Ático, como toda partida de uma ser ímpar (por ser 11, talvez) , parece ser um desserviço, uma desnecessidade; talvez necessária… Talvez.

Não poderia faltar um dos maiores símbolos de expressão cultural de Macaúbas, os meninos do também eternizado Prof. José Benedito do Amaral, musico nato, o qual o Prof. Ático tinha grande apreço; com a Filarmônica Nossa Senhora da Imaculada Conceição, entoou vários dobrados, entre eles, Macaúbas, do saudoso Maestre Zé Preto, além do Hino Nacional…

O seu testamento deixado para toda a humanidade, visto que era um cidadão global,  o seu legado, na verdade as suas vontades em vida: “o não exercício da Lei do Menor Esforço“, a via mais instigante é aquela que mais exige de nós, ou seja, manter vivos os seus projetos: a Fundação Cultural Prof. Mota, O Museu e o Memorial da Casa Viva, em sua residência, a sua eterna morada!

Veja também dois vídeos postados em nosso canal do Youtube, (clique aqui que você será redirecionado)

 

 


Os Prata da Casa... Músicos pedem sansão de Lei.
Os Prata da Casa… Músicos pedem sanção de Lei.

Na última sessão da Câmara realizada na terça feira, 22, representando os artistas locais, Ciro Sampaio , fez uso da Tribuna Livre da Casa, para pedir apoio ao Legislativo para intervir junto ao Chefe do Executivo, posto ocupado pelo Prefeito José João Pereira, para que o mesmo sancione, ou seja, torne válida através de assinatura, a Lei Prada da Casa, aprovada por unanimidade dos vereadores. A Lei prevê que a autoridade municipal, responsável por contratações de artistas reserve pelo menos 30% do orçamento para contratações de músicos/artistas locais.

No seu discurso,   Ciro, lembra que o slogan do atual governo deve ser levado a sério: “Nossa Gente, Nosso Maior Patrimônio”, e que a valorização das expressões culturais do município deve ser prioridade em qualquer governo, lembrado da existência a nível estadual de lei do mesmo teor e que nesta reserva-se até 70% dos recursos, os quis devem ser investidos na valorização das “pratas da casa”… Cita ainda a Filarmônica como um patrimônio ignorados pelas autoridades e de certa forma por toda sociedade. A Lei é mais uma de autoria do vereador Anderson Gumes, bem como tantas outras engavetadas pelo Executivo, tais como: Lei das Sacolinhas Plásticas, Lei de Carga e Descarga, Lei para Criação do Conselho Municipal de Segurança Pública, entre outras


Luizinho Sobral, prefeito de Irecê | Foto: Divulgação
Luizinho Sobral, prefeito de Irecê | Foto: Divulgação

Os salários de professores e coordenadores pedagógicos da rede municipal de ensino de Irecê terão reajuste de 11,36%, com retroativo a janeiro, a partir deste mês. A lei foi publicada no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (4). Segundo o prefeito Luizinho Sobral, apesar da crise econômica que afeta os municípios, o aumento faz parte de uma política de valorização dos profissionais da Educação. “É um reajuste mais do que merecido, em função do trabalho de excelência executado pelos profissionais da rede municipal”. (Fonte Bahia Notícias)


12745412_818355504957300_2008900913487508456_nComo é sabido o que todo mundo já sabe,

Só há um recomeço se existir um fim…

E iniciou um novo começo num comum dia,

Se não fosse o seu renascimento…

D. Alzira, Zirota para o seu amante à moda eterna…

Para apenas marcar no tempo!… Sua passagem foi durante

as primeiros horas da manhã – no entanto, para quem ainda

dormia era madrugada do segundo mês em seu décimo segundo dia…

E para confirmar o registro, o ano foi o do Cristo: dois mil e dezesseis!…

Se há um melhor descanso que seja no lugar do seu cansaço…

Se há um melhor lugar de continuar a viver que seja em nossa casa,

nos jardins a florescer ao lado de que se ama!… Mas sem pressa, assim como

passarinho que constrói seu ninho… Devagarzinho!…

Não há necessidade nenhuma de ressaltar seus feitos, se você não há conheceu, então

não saberá que sem defeitos não há ser humano perfeito!…

Mas se você conheceu, também percebeu no seu semblante que não teve vida errante…

Pois, assim como o seu, O Criador a concebeu à sua imagem e perfeição!…


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Com o fim das férias e do Carnval agora é hora de pensar no futuro e se preparar melhor para ele é um única receita do sucesso e só a educção garante isso… Então prepare-se, estude uma segunda língua e garanta o seu sucesso, o sucesso do seu filho, faça CCAA!…

Matrículas abertas para o primeiro semestre de 2016 – Ligue e agende uma aula de demostração – O CCAA Macaúbas fica na Rua Castro Alves, próximo aos Correios – Telefone: (77) 3473-1540 ou 9997226-1555


“A Lei PRATA DA CASA, dispõe sobre a contratação de artistas, grupos, bandas, músicos e afins, locais, para apresentação e/ou exposição em shows, exposições, eventos artísticos, Culturais, musicais, e similares, que receberem subvenções sociais, ou financeiras, ou auxilio financeiros do Poder Público Municipal ou através dele, e dá outras providências”.

Prata da Casa... Petição pede "desemgavetamento" da Lei.
Prata da Casa… Petição pede “desengavetamento” da Lei.

Este é o preâmbulo da Lei Prata da Casa, de autoria do vereador Anderson Gumes (PDT), aprovada pela Câmara Municipal e que está há meses esperando ser sancionada pelo Chefe do Executivo. Em reunião na casa do Prof. Ático Mota, Presidente da Fundação Cultural Prof. Mota, na tarde desta quarta feira, 10, com a presença de alguns artistas locais, do Representante Territorial da Cultura na Bacia do Paramirim, Jackson Souza e do vereador autor da Lei, Anderson Gumes, fizeram um documento pedindo urgência na sansão da Lei Prada da Casa, o documento deverá ter centenas de assinaturas em apoio a Lei e deverá ser entregue ao Prefeito José João Pereira na próxima semana onde deverá ser solicitada uma audiência em seu gabinete.

Parte dos artistas locais se unem para salvar o Museu de Macaúbas.
Parte dos artistas locais se unem para salvar o Museu de Macaúbas.

Neste encontro também foi tratado com o Prof. Ático ações de recuperação do Museu Regional de Macaúbas, os artistas irão organizar um sarau em frente ao prédio, mesas serão vendidas para arrecadar fundos para a reforma do prédio, como pintura e telhado. O museus há anos está desativado por não ter condições de receber visitantes.