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… “Que tenha Vida a Sua Casa, à sua Memoria… O Memórial da Casa Viva!…

Há noventa dias (26/03/2016…) Para uns “engasgado”, talvez e certamente, “sufocado”, pensando e vivendo além do seu tempo, apesar de sua curta passagem aos 87 anos, Prof. Ático, queria mesmo ele era eternizar os seus sonhos… Mas vivia sua “angustia” na solidão daqueles que parecem sonhar sozinhos… Nato visionário há mais de duas décadas questionava ele os motivos de Macaúbas ainda não ter uma universidade, hoje em pleno século XXl, em 2016, há quem pense ainda que é sonho, uma utopia… Os seus questionamentos!…

Isso,  certamente e talvez, por uma questão política/cultural, herança do “ranço” do sistema “coronelista” da administração pública, em todas suas esferas, mas para nós do “burgo” local, há 184 anos e ainda “vila”, no entanto “conectados via cabo”, mas ainda de “rabo preso” ao sistema político dos coronéis “in loc”… Seja os dos “ão” ou dos “inhos”, são iguais todos!..

E o texto a seguir, o qual faz parte de um conjunto de 54, retrata e parece que sempre vai retratar o “eterno pretérito imperfeito“… O Sr. Coronel já morreu?… Apropriado para as vésperas eleitorais, onde os sonhos estão atrelados ao voto… E este de cabresto, “sufocado” ainda não desce ao “goto” e, ainda permanecerá “engasgado”!…

E que suas ideias, sejam plantadas e irrigadas! Que não murchem como as plantas de seu jardim… Que não murchem como “corpos sepultos” sob sua estimada Jabuticabeira trazida de Goiana aos seus cuidados, como criança fosse, no seu colo… Que tenha Vida a Sua Casa, à sua Memória… O Memorial da Casa Viva!… 

O Sr. Coronel já morreu?

Imagem reprodução
Imagem reprodução

Por Prof. Ático Vilas Boas da Mota , sábado, 28 de março de 2009

Quem dera! Antes já tivesse morrido e sido sepultado para sempre, no dia a dia de todas as comunidades brasileiras.

Tal não aconteceu, em termos gerais, porque ele tem múltiplas facetas, muitas peles de camaleão e diversos fôlegos de gato. Dependendo de cada região, talvez em raríssimos casos, ele já esteja nas vascas da agonia, ou mesmo já tenha sido embalsamado. Ainda bem! Mas em muitas outras – insisto em reafirmar – que ele se encontra plenamente em vigor, embora disfarçado… Convido os fiéis leitores e / ou ouvintes da nossa querida e singular Rádio Melodia a uma rápida reflexão:

Todos nós sabemos que existem vários ismos que assinalam não poucas vertentes da cultura em geral, por meio de diversos campos de ação: neotomismo, neoromantismo, neocapitalismo, neomodernismo, neoliberalismo, neomazismo (cruz credo!) etc. etc. Por que não haveria também de haver o neocoronelismo? Aliás, muitos de nossos estudos e nossas investigações universitárias nem sempre trazem novas luzes a certos fenômenos examinados. Às vezes, algumas analises, até mesmo aquelas tidas como consagradas devido ao acúmulo de criticas elogiosas ou pela repetição de citações, terminam consagrando ou fixando conceitos que nem sempre coincidem, absolutamente, com a verdade plena.

Um deles, muito flagrante, é aquele que nos aponta, no campo da história, sociologia, psicologia coletiva e da cultura geral, o Coronelismo como uma manifestação já desaparecida, morta, extinta. Mas, na realidade, tal não aconteceu, pois o coronelismo está vivo, vivinho da silva. Encontra-se em pleno vigor sob a forma resistente e multiforme do neocoronelismo. O que desapareceu, meus caros senhores da seara histórica, sociológica e psicológica foi tão somente o estilo de se exercer o comando quanto ao uso e à manipulação do poder local ou regional.

Todas as obras que eu consultei sobre esta matéria, dão-no como desaparecido no tempo e no espaço. Tomaram a nuvem por Juno. O coronelismo está vivo – repito – sob a forma modernizada do neocoronelismo. O que realmente desapareceu foi apenas o estilo do antigo coronelismo.

Geralmente os meios de comunicação, com insistência, sobretudo nas novelas televisionais, apresenta-nos um coronel de porte hierático, falando grosso, autoritário, com sua corrente de relógio de bolso, às vezes com sua bengala ou seu charuto, rodeado de jagunços, de compadres ou seguidores que lhe cercam de salameleques, viajando em cavalos bem arreados etc. Este é o estereótipo bem conhecido e já desaparecido.

O neocoronel de nossos dias, geralmente anda bem trajado, segundo os ditames da última moda, usa veículos motorizados, às vezes o avião, o rádio, o telefone e alguns – talvez em número menor – usam, infelizmente, pistoleiros que correspondem aos antigos jagunços ou capangas, para a execução dos seus planos sinistros. Pelo exposto, o coronel tradicional não foi totalmente extirpado de muitas de nossas comunidades, mas, apenas, o seu estilo de exercer o mandonismo local.

Não faz muito tempo, testemunhei, no alto sertão da Bahia, uma atitude neocoronelista: certo prefeito fazia-se presente, numa das sessões da Câmara de Vereadores, em que se deveria aprovar as contas da gestão daquele mesmo prefeito! Quando o neocoronelismo morrer, bem como seus hediondos métodos, ninguém lhes dirá: Requiescant in pace! Mas sim: Vade retro Satana!

(esta e outras crônicas também foram publicadas pela Rádio Web Melodia)

Prof. Ático Mota… * 11/10/1928… + 26/03/2016 … * 26/06/2016…


 

Portal do São João: o trio das tradições juninas...
Portal do São João: o trio das tradições juninas… Não muda pois não depende de nós!…

Há quem ache que ainda haja um politico “santo” ou “santo” político… No meio do cenário que é visto principalmente em Brasília, reservadas as devidas proporções em nosso “burgo”… No entanto, não há de se perder a fé, quando o assunto é o ser humano… Numa releitura da conjectura política de Macaúbas, diante do quadro que se apresenta, visto que como os seres mortais quanto os celestiais têm suas personalidades e características próprias… E, as semelhanças  do trio em certos pontos, talvez no “ponto” da “crônica anedótica” ou do “ouvir falar”… Leva-se ainda em consideração o “endeusar” do povo aos políticos, para muitos seres “celestiais”, que tudo podem, tipos até como “intocáveis”, e mais ainda os de “foro privilegiados”… Sendo assim, sem criar embaraços políticos e/ou de preferências e orientações religiosas,  seja na Terra ou no Céu… Vejamos…

Portal Político: o trio das tradições eleitorais... Muda, não muda, reservam-se!...
Portal Político: o trio das tradições eleitorais… Muda, não muda, reservam-se!…

Santo Antônio X “São Sebastião”: 

Tido como Santo casamenteiro, se na política seria um “cupido”, “jeitoso”, “diplomático”, um “costurador”, tendo assim, alguns políticos estes predicativos. Na verdade Santo Antônio, foi um Frande nascido no século Xlll em Lisboa (Portugal), e era tido como o “Propagador da Verdade” … Sua fama de “casamenteiro” procede daquela época onde as donzelas para se casarem, a família da noiva tinha que pagar um dote à família do noivo e Santo Antônio teria feito isso “na calada da noite” por uma donzela italiana sem condições… Outas benevolências atribuídas ao Santo é que era caridoso, a partir da cooperação de uma francesa, doava pães aos pobres, e tem-se no dia 13 de junho, no qual a Igreja Catálogo distribuía pães, na época, em suas consagrações.

Se Antônio fosse político, certamente seria um bom suspeito “comprador de voto”, quem sabe o autor do “bolsa família”, e quem sabe ainda um “petista” 13 – autêntico… Quanto “ajeitar” casamento tendo até ajuda de estrangeiros, seja francês ou sul americanos e quem sabe, por fim, de Cubanos,  mas, analogicamente aos últimos acontecimentos em Brasília, teria dado uma “mancada de português”, as tais pedaladas!?

Difícil é assemelha-lho a São Sebastião, este padroeiro da “terra da malandragem” Rio de Janeiro, e se não a de Caturama?… Mas já dizia o Bezerra da Silva: ... “Malando é Malandro, Mané é Mané!…” E mané, Sebastião não é!… Se não, não teria sido prefeito de Macaúbas por cinco mandatos, e este, pelo que se sabe é averso ao 13, diz dá azar, é ele é da direita!… Mas “couro duro”, já aquentou e certamente aguentará, muitas flechadas, seja dos “amigos” ou dos “inimigos”… Diz a História que São Sebastião era um soldado romano… Seu nome advêm do grego, que significa “divino” – “venerável”… Como disso, anteriormente, há ainda quem “venere” políticos como santos e até deuses fossem, e não seria incabível dizer que há quem venere o ex-prefeito de Macaúbas Sebastião Nunes… E a retórica ainda afirma que São Sebastião como saldado romano chegou a ser Capitão, e o de Lagoa Real, há quem o identifique, como “coronel”!… Se “sarué” ou “manga larga”, não se sabe!…

São João X  “São José”:

São João, conhecido como santo festeiro ou fogueteiro, nascido na Judeia, no dia 24 de junho, quando acendida uma fogueira para avisar seus familiares, dai as tradições das festas juninas…  Maria, em sua primeira visita ao bebê levou uma capelinha, um feixe de palha seca, e folhas de manjericão perfumadas.  Por isso o mastro, a fogueira, balões e fogos, simbolizam a tradicional Festa Junina.

João era um pregador, falava de amor e do reino de Deus, e assim, ele também não agradava os poderosos, principalmente, por denunciar problemas sociais. Por isso foi preso a mando do Rei Herodes, e depois decapitado, atendendo os caprichosos pedidos de Salomé, a filha do Rei. Um fato curioso é o nome de São João Batista ser citado nas três principais religiões: O Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo.
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Se João fosse político, certamente estaria envolvido na “Lava Jato”, e com certeza um “delator”, pois não “agradava os poderosos”… Mas, quanto a denunciar problemas sociais, aqueles que afligem “nossa gente nosso maior patrimônio”, assemelhava-se como fogueiras e fumaça… Mas um traço do “João”, é que era citado, como dito em três agremiações, nas quais “políticas religiosas” – induzindo que é bom de “lábia”, tendo “penetrações” em diversos grupos!… “Jeitoso”, e até vaidoso, pois, quando bebê, reza a História, Maria o presenteou com folhas de manjericão perfumadas!… Se hoje, a um político, a conotação era “vantagens indevidas”, ou melhor: propina!… E para os crédulos, simplesmente: presente…
Se assemelhado com seus predicativos com José João, não há que se negar a benevolência, os “exageros” pelas festas, e quem sabe das fogueiras, e mais profundamente, quem sabe:  “fogueira de fogo de palha”!… E quem tem “rabo de palha”, aconselha-se não pular fogueira!… Mas pular de grupo político pode, salvando assim, seu “rabo”, suas “palhas”!..
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São Pedro X “Santo Amélio”: 

São Pedro, nasceu em Betsaida, às margens do Mar da Galiléia, (Israel). Seu nome de nascimento era Simão. Quando conheceu Jesus, Simão era casado  e morava em Cafarnaum, importante cidade às margens do lago de Genesaré. Era filho de Jonas e tinha um irmão, André. Este foi quem o apresentou a Jesus. Os dois se tornaram discípulos de Jesus e mais tarde apóstolos. São Pedro era pescador e possuía um barco, em sociedade com seu irmão…

Nota-se que São Pedro era um pescador, dizia-se um “pescador de homens”, e há quem diga que “renegou” Jesus por três vezes… E também tido como o “cara que manda chuva” e mais ainda, têm as chaves do Céu, sendo lá até porteiro!…

Tendo laços estreitos com Cristo, no contexto político brasileiro, o qual não se diferencia do nosso cotidiano macaubense, talvez precisaremos de alguém que “tenha moral direta com o Homem”, que seja este Rui, o da Costa larga… Tipo para muitos como um “salvador”!… Para colocar ordem no “caos”!… Representando quem sabe o futuro? O poderia ter em suas mãos não as chaves do céu, mas do Passo Municipal…

Quanto a passagem bíblica que diz que Pedro negou conhecer a Jesus?… Nos palcos e “palanques” da vida ou eleitorais, assemelharia uma “renegação” a José João? …Que não o conheceu, ou que não o conhecia?… E é “sócio” de seu irmão!… Seria ai um “São Ricardo”, um sucessor seu? De fato, como Amélio, Pedro era um pescador de “homens”, aquele primeiro, o Costa, de eleitores… E também como padroeiro dos navegantes tem uma missão de colocar o barco à navegar e não deixar afundar!… Pois, se navegar é preciso, administrar bem, também!…

O significado do teu nome: Pedro, do grego, é “pedra”… E que esta, se bruta, após polida, que seja base para elevar templos às virtudes e que se cavem masmorras aos vícios para com a coisa pública… E que estas “pedras” não sejam usadas apenas para erguer “pracinhas”, mas templos da educação, saúde, pavimentação, barragens… E menos festas e mais trabalho!…

E ainda Pedro foi, segundo consta, primeiro Papa… E como homem comum, apenas prefeito, que o próximo eleito, não seja uma “papa-tudo”…

O significado dado ao nome Amélio:Dono de uma personalidade ativa e decidida, você é uma pessoa cheia de energia, sempre pronta a se lançar em alguma aventura. Uma vida sem desafios, para você não tem a menor graça. E como também é um líder nato, acaba arrastando os outros com o seu entusiasmo. Só tome cuidado para não se tornar um cabeça dura.”  Fonte: (veja aqui)

Anjos e Aarcanjos:

Sem esquecer da Câmara Municipal um dos “controles externos”, tão “externo” que parece extraterrestre, tipo assim, coisa do céu?… Quem sabe, e se assim for, lá teríamos nossos “anjos” e “arcanjos”, tidos para muitos dos eleitores que se equivocam com a real atribuição dos vereadores, os transformam nuns verdadeiros “anjos da guarda”… Apos, melhor: com mais duas vagas, há por ai, como estamos em ano eleitoral, pretendestes que devem subir aos “altares”, ou seja, nos “palanques” e desbravando verbos do “eu farei” do “prometo se eleitor for”, “ser o guardião dos seus diretos bem como serei incansável  na busca de melhorias!”… Pra quem?

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Nada que represente o pensar ou ponto de vista do editor do blog, ressalvando ai, o respeito as figuras religiosas, os seus seguidores, devotos, sem a pretensão de ofensas ou preconceito religioso ou político partidário, bem como o devido respeito as figuras públicas citadas, as analogias não passam de literárias para um fundo, quem sabe “lirico”, “crônico” e certamente “cômico”… Para que se evite ou inspire, seja um processo judicial ou celestial!…

E como sempre, o blog informa que não consegui manter contato seja com José, João, Pedro, Antônio, Sebastião ou Amélio, mas espaço fica aberto para interessados através do e-mail: [email protected]

Bases das informações sobre os santos foram em pesquisas no Google, para os demais “santos” o povo!…


Imagem de 2011 (Foto Junior Cambui)
Imagem de 2011 (Foto Junior Cambui)

Segundo nota da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Macaúbas, a qual firmou convênio com a Fundação Pedro Calmon, com o objetivo de cooperação técnica. Este convênio é para atender a Biblioteca Pública Prof. Zacarias do Amaral Rego, primeiro Diretor do antigo CEAS e também patrono do extinto Grêmio Estudantil, que levava seu nome.

Segundo nota a Secretaria Municipal da Cultura, tendo como titular da Pasta Eliana Cardoso, prevê a implementação e o aperfeiçoamento das atividades da biblioteca.

Acervo original (2011), hoje as prateleiras estão com menos da metade dos livros.
Acervo original (2011), hoje as prateleiras estão com menos da metade dos livros.

Segundo informações, o acervo da biblioteca foi praticamente reduzido a metade, pois os leitores não estão devolvendo os livros, com isso diversas coleções estão desfalcadas e muitas obras perdidas. Outra situação preocupante é quanto a falta de manutenção do prédio, um antigo casarão do Século XlX, onde já abrigou  um colégio e até sede da prefeitura. Cupins e traças estão danificando estruturas de madeiras, principalmente seu assoalho.

A nota da Prefeitura não informa se o convênio contempla a restauração do prédio que é urgente, visto que a ultima reforma do casarão foi feita em 2011, para inauguração da Biblioteca, onde também há uma sala de informática praticamente desativada.

Sala de Informática (2011) hoje completamente sucateada.
Sala de Informática (2011) hoje completamente sucateada.

 


E nada melhor que começar pelo início, onde tudo inspirou: no Coité, onde há ainda ruinas da capela à Imaculada Conceição! Mas, melhor começar é pelo nosso lar… Do nosso comer, descomer e de nossa privada, onde descarregamos nosso “estrume” do nosso consumo… E por gravidade puxamos o cordão e descartamos além de boas ações, pensamentos “in natura”, que pelos canos descem à Rua da Garganta, acompanhados por algumas centenas de litros da limpa água dos Tingues ou da Biquinha, que nem mais bica tem!..

E seguimos com este “pensamento”, imaginando que merda é essa… Que parece entalada em nossa goela, passa então pela Praça da Imaculada Conceição, ao redor do Templo da oração e também pelo Passo Municipal, talvez quem sabe, maculado pela corrupção… E de vidas tortas, errantes, somos nós protagonistas de nosso tempo…

E desce a subida da torta via do Doutor, a Rua Direita… Que no seu final se estreita no trevo de quatro saídas, a do  Arião, a da Flores da Cunha… E ganha sua independência e morte na 2 de Julho… E lá  cai a céu aberto e encontra bocas e narinas fechadas… E continua deturpada, mais massa que água, uma sopa vergonhosa… E que para muitos parece obra honrosa!…

Ladeira a baixo sempre é mais fácil, e certamente passa pelo Mamão, verde ou amarelo, se maduro, é impuro!… Ora, só nos resta a reza, a prece daqueles que já são incrédulos… E a indecência, tende ainda a descer mais… Até a Olaria… Das lagoas, da Várzea  do Boi… Do lago belo e esquisito!… E inspira o ativista Kallif: “Horrivelmente Linda“!…

Vázea do Boi... Onde também chega o esgoto de Macaúbas (Foto Helivelto Lima)
Várzea do Boi… Onde também chega o esgoto de Macaúbas (Foto Helivelto Lima)

05 de Junho Dia Mundial do Meio Ambiente…

      E em que Meio está o nosso Ambiente?

Se Quente?

Certamente por sermos imprudentes…

Por ação do Ser inconsequente!…

E o nosso Ente?

Público e impopular… “In popular”!…

Por não está dentro do povo ou do “despovo”… Desprovido!…

Se Frio?

Certamente pela falta de ação do trio:

Municipal, Estadual da União do sistema pátrio…

Do refrigerado gabinete,  desgelo polar, do esgoto a escapar pelo rio…

Se Meio Ká, Meio lá?

Morno… Norma… Como água que causa vômito!…

Como Lei Ambiental… Etc e tal…

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(Alécio Brandão, em “descomemoração” por apenas um dia planetário para o Meio Ambiente)

“Boacaúbas, baiana, latina americana… Quinto dia do sexto mês do ano de 2016…

Lagoa da Olaria: tão horrível quanto linda. Sobre as Algarobas berçário de Garças... Abaixo as desgraça!...
Lagoa da Olaria: tão horrível quanto linda. Sobre as Algarobas berçário de Garças… Abaixo a desgraça!…

Vista parcial da Feira (Fotos Portal de Macaúbas)
Vista parcial da Feira (Fotos Portal de Macaúbas)

Conforme nota do Portal Macaúbas, do comunicador Dudu Souza, Iniciou na tarde deste sábado 04 , a  Tropicália Feira Interativa que terá continuidade neste domingo, das 16h às 21h na Praça do Coité.

Tropicália-Feira-Interativa-Macaúbas-Capa

Segundo nota, “na Tropicália Feira Interativa você poderá encontrar de objetos utilitários e a peças vintage, brechó, dicas de beleza e saúde, artesanato, livros, discos, objetos de arte e exposição fotográfica.”

A nota é finalizada informando que a Feira têm vários ambientes como espaço gourmet com comidas naturais, crepes, coxinhas especiais e outras delícias; espaço infantil, pensado e dedicado especialmente para as crianças com conforto e segurança e espaço saúde com dicas e oficinas esportivas. Tudo isso regado com música de artistas radicados em Macaúbas, apresentações de dança, teatro, roda de capoeira e sarau poético.”


    – CERCA DE PEDRAS –

Estrada de acesso ao Pajeú. (Foto Jobijander )
Estrada de acesso ao Pajeú. (Foto Jobijander )

                                                                                                                  

* Por Jobijander Pinto da Purificação

Quantas vezes passamos por elas e nem notamos a sua grandeza. As pessoas não se dão conta do tamanho da importância histórica, artística, cultural e arquitetônica que há por traz de uma cerca de pedras. Considerado por alguns, um legado, um registro imponente e duradouro, que resiste a passagem dos tempos e as ações nocivas do homem.

As novas gerações, talvez, desconheçam sua origem, mas, segundo autores, elas começaram a serem erguidas pelos Índios, de maneira arcaica e irregular, e logo depois, melhoradas pelos Escravos, e, Sertanejos humildes e carentes, em meados do século XIX; pelos Escravos ao custo de suor, sangue, lágrimas, chibatadas, até mesmo cantorias eram ouvidas, para esquecer o sofrimento e alegrar o trabalho árduo, isso, quando a criação de gado na região nordestina estava no auge.

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Conhecida em algumas regiões do nordeste brasileiro como: Mangueira, Taipa ou Cerca de Pedra, serve até hoje para demarcar limites de áreas rurais e confinamento do gado, lembrando que esse tipo de construção é resistente e duradouro, sem falar no valor ambiental, elas servem de abrigos para repteis, anfíbios, mamíferos e insetos tais como: Preás, Mocos, Pererecas, Rãs, Teiús, Cobras, Baratas de Madeira, Besouros e suas Larvas, Escorpiões entre outros¹. E na época das grandes estiagens, alguns desses animais citados, serviam de alimentos para saciar a fome, e manter a subsistência de famílias sertanejas desafortunadas². Mas o sábio povo nordestino notou ainda que a cerca uma vez construída, quando desmanchada pela ação de vândalos, animais ou pelo tempo, as pedras, não se deterioravam, e nem se perdiam, permaneciam no mesmo local, facilitando o manejo e a sua reconstrução, e não corre o risco de incendiar, e nem tinha a necessidade de derrubada de novas árvores, como as cercas feitas de estacas de madeira e arame farpado causando maiores impactos ambientais.

Existem relatos que foram varias as tentativas de apagar esse patrimônio histórico, um deles, foi pelo Ministério da Saúde, que em 1970 sob a suspeita que as cercas de pedras serviam de abrigo e criadouro para o então mosquito transmissor da Dengue o aedes aegypti; e em oura ocasião segundo relatos o DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, que demarcou as margens das rodovias federais, tendo então, de destruir as cercas que estavam às margens das estradas asfaltadas.

Ainda hoje, podemos notar no município de Macaúbas e região que Cercas de Pedras estão sendo derrubadas com autorização de órgãos públicos competentes (órgão estes que deveriam preservar) para abertura de loteamentos e vielas, e, as pedras retiradas das cercas, são simplesmente comercializadas para a construção civil, as pessoas desconhecem que cada pedra retirada, tem seu valor, sua história. Claro que o progresso tem que ser contínuo, mas, restrições devem ser impostas, Cerca de Pedra é cultura, e deve ser preservada. Avanço, preservação e cultura devem andar juntos, uma comunidade sem cultura perde seu rumo, sua identidade. Talvez por falta de conhecimento, ou mesmo pela ganância, o homem acabe por apagar parte de sua história, e suas origens, destruindo e desprezado o esforço feito pelos Índios, Escravos e Sertanejos, debaixo de tanto sofrimento, quando ergueram essas verdadeiras obras de arte, sem exagero, com estudos mais aprofundados, pode-se prever que, essas cercas tenham tanta importância histórica e cultural quanto a nossa Caatinga³  que é o único bioma exclusivamente brasileiro.

A intenção, não é barrar a economia nem o progresso, mas sim, alertar para o avanço consciente, as Cercas não são só Pedras, há vida e história em seu contexto, talvez planejamento e remanejamento seja a solução para esse confronto entre o avanço e a história.

Cada povo é que deve preservar, e dar valor ao seu patrimônio histórico.

Mas, nem tudo esta perdido, ainda existem pessoas conscientes, que mantém a tradição e a cultura herdada de seus Pais e Avós, tanto na região serrana quanto na região do baixio do município de Macaúbas, mantendo vivos esses monumentos arqueológicos, e outras que vem realizando um ótimo trabalho de conservação e preservação, independente da ajuda ou incentivo do poder público, como pode ser visto as margens da estrada vicinal, que dá acesso à comunidade do Pajeú nesse município, para ser mais preciso, no povoado denominado “Queimadas”, Cercas de Pedras estão sendo construídas, recuperadas e reerguidas ao longo das propriedades.

O Município de Macaúbas tem um excelente potencial turístico e cultural, com suas pinturas rupestres em cavernas e paredões rochosos; grandes, medias e pequenas cachoeiras; serras exuberantes, com suas belas paisagens; cruzeiros; danças típicas; culinárias regionais e diversas historiam centenárias; o município é rico em cultura, arte e história e nos não podemos deixar esse patrimônio acabar, sem ao menos compartilharmos e desfrutar com as presentes e futuras gerações.

¹ Preás(Cavia aperea), Mocos(Kerodon rupestris), Pererecas(Scinax perereca) , Rãs (Ranidae) , Teiús(Tupinambis) , Cobras(Serpentes), Baratas de Madeira(Blattella germânica), Besouros(Scarabaeidae) e suas Larvas, Escorpiões( Scorpiones);

² Caça de animais silvestres é proibida pela LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998.;

³ Caatinga (do tupi: ka’a [mata] + tinga [branca] = mata branca).

Texto escrito e montado no intuito de servir como base, incentivo e apoio para estudos futuros.

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* O ambientalista Jobijander Pinto da Purificação, é Tecnólogo em Gestão Ambiental e Pós-Graduado em Direito Ambiental.

Texto baseado em relatos de moradores antigos;

Referencias:

phttp://www.portaldasmissoes.com.br/site/view/id/1423/cerca-de-pedra-da-epoca-dos-escravos.html

Cercas de Pedras

http://cicerolajes.blogspot.com.br/2015/06/patrimonio-historico-do-nordeste-cercas.html

http://www.rccfm.com.br/VisualizarNoticia/6149/historia-solida-que-as-cercas-de-pedra-contam.aspx#.Vz2rtfkrLIU

https://www.google.com.br/?gfe_rd=cr&ei=Q7A9V73QK8zM8AeUkJPgBQ&gws_rd=ssl#q=nome+cientifico+de+escorpioa

https://www.google.com.br/?gfe_rd=cr&ei=B7M9V6C-KezM8AfW34ioBw&gws_rd=ssl#q=Caatinga


Julho de 2012. Na Sala Escritores de Macaúbas, (na Biblioteca Pública, antiga Prefeitura), no lançamento do livro do Prof. Alan.
Julho de 2012. Na Sala Escritores de Macaúbas, (na Biblioteca Pública, antiga Prefeitura), no lançamento do livro do Prof. Alan…. Aqui a cidadania = Dever antes do Direito!

Por algum tempo no ano de 2009, o Prof. Ático se dedicava a escrever crônicas para um site de uma rádio de São José do Rio Preto/SP (Melodia Web), que entre outras programações transmitia ao vivo sessões espíritas, bem como mantinha um espaço literário para crônicas de diversos autores intitulada Janela Cultural. Há alguns anos o Prof. Ático reuniu todas estas crônicas num total de 47 textos, tratando de diversos temas e presenteou alguns amigos. Um projeto que será apresentado à direção da Fundação Cultural Prof. Mota para que estas crônicas sejam transformadas num livro em sua memória, o qual poderá ser vendido e assim arrecadar fundos para a manutenção de seus projetos.

É certo que em sua residência, que será transformada no Memorial da Casa Viva, há em seus arquivos alguns rascunhos, alguns quase prontos de livros inéditos, um que ele vinha trabalho há mais de duas décadas é o Dicionário de Gírias, segundo ele o maior do mundo e outro de tema interessante e sempre atual é sobre corrupção, desde o Brasil Colônia (que nunca deixou de ser), até a “contemporânea malandragem” dos dias de ontem e de hoje… Estas são as “heranças” mais valiosas do Prof. Ático, a transferência de seu saber, inteligência, sensibilidade cultural, traduzidas em palavras, crônicas, poesias e livros… Um verdadeiro “ourives da palavra“… É nosso dever resgatar a Ourivesaria Prof. Ático, abrindo, mantendo e fomentando o seu “Calvário” e lá instalando o Memorial da Casa Viva… Para que seja lá, um garimpo de portas abertas como ele sempre desejou!…

E para lembrar o segundo mês de sua transferência de Plano Espiritual, nada melhor lembrar o exemplo de cidadão que o Professor Ático é.. É em respeito as suas concepções Espíritas, pois sua alma desvinculou de sua matéria, mas – não de nós ou de muitos de nós entre todos, não!..

Cidadania! Cidadania! Cidadania! Que é isso?

*Prof. Ático Mota, em 14 de fevereiro de 2009…

DSCN9295“Não sei se todos os meus caros leitores já observaram que existem algumas palavras, frases e conceitos que nascem, vivem e, por vários motivos, vão morrendo aos poucos. 
Os mais resistentes são os provérbios, cuja gênese se apóia diretamente na velha experiência. Contudo, existem termos, quando ainda em pleno vigor, que se apresentam como ruidosos refrãos. Neste caso, em nossos dias, temos o vocábulo cidadania, verdadeira coqueluche! Virou uma irresistível moda na imprensa falada e escrita! Será que todos aqueles que usam e abusam deste nome já meditaram profunda e seriamente a respeito de sua origem, evolução e, sobretudo, sobre a sua prática efetiva em nossos conturbados dias? Pelo contrário: acredito que, não raras vezes, brincam muito com ele… A remota origem do conceito de cidadania liga-se evidentemente à cosmovisão política oriunda das cidades-estados, herança cultural do universo greco-romano. Trata-se de uma palavra bastante antiga e demasiadamente séria. Juristas brasileiros – e de outros países – já esmiuçaram o seu significado e respectivos desdobramentos. Dentre eles, destaca-se o saudoso e lúcido professor Plácido e Silva em seu primoroso Vocabulário Jurídico (8ª edição, 1984). “Cidadania – reafirma o jurista – palavra que deriva de cidade, não indica somente a qualidade daquele que habita a cidade, mas mostrando a efetividade dessa residência, o direito político que lhe é conferido para que possa participar de vida política do país em que reside (pág. 427). Ora, a citação refere-se, explicitamente, ao direito político, mas na verdade, a sua abrangência é muito maior, pois também se-refere, portanto, a outros deveres, isto é, ao seu necessário alcance político-social. Aliás, insiste-se muito, no Brasil, no binômio enfatizante Direitos e Deveres. Na matemática, há uma afirmação axiomática: “a ordem dos fatores não altera o produto”. Mas, talvez no campo da psicologia coletiva, devêssemos alterar esta ordem para a seguinte: Deveres e Direitos, a fim de que, cada cidadão de per si, sobretudo num país em via de desenvolvimento, procurasse, mediante a sua atuação diária, apoiar-se primeiramente no cumprimento de seus deveres e assim fazer jus depois aos seus direitos. Este último ordenamento é primordial, pois ele iria efetivamente condicionar o próprio subconsciente coletivo. E direi ainda: Como insistir tanto sobre a prática da cidadania sem antes procurar saber como anda o poder judiciário brasileiro? A imprensa diária informa-nos, freqüentemente, que a situação dele não é das melhores, embora possa contar com magistrados capazes e funcionários dedicados. Os incapazes, relapsos, desonestos e desinteressados deviam ser inibidos ou afastados e, no último caso, reeducados. Em suma: deve-se premiar e enaltecer a legião dos bons e alijar e exorcizar os maus. Deve-se separar o joio do trigo. Impossível, volto a repetir: conciliar a crônica morosidade do nosso poder judiciário com a prática da cidadania plena!…” (Grifos nossos)

*11/10/1928… +26/03/2016… 26/05/2016…


Subvenção é um auxílio pecuniário (em dinheiro), em geral concedido pelo poder público. É uma modalidade de transferência de recursos financeiros públicos, para instituições privadas e públicas, de caráter assistencial, cultural, artístico, educacional… Sem fins lucrativos, com o objetivo de cobrir despesas de seus custeios. Uma Lei Municipal, aprovada pela Câmara de Macaúbas, autoriza ao Executivo/Prefeitura a repassar este incentivo à Fundação Cultural Prof. Mota, e há dez meses este valor que é de R$ 1.000,00/mês, não vem sendo repassado…

Além das lembranças...
Além das lembranças…

Em visita a Câmara na manhã desta terça feira, 24, o presidente em exercício Francisco Rego Bastos, Chico Padre, usou a Tribuna Livre da Casa, para “lembrar” aos vereadores que tal auxílio não vem sendo transferido à Fundação, a qual, após o falecimento do Prof. Ático no dia 26 de Março deste ano, vem passando por dificuldades, tendo três funcionários, despesas com água, luz, telefone, material de expediente e limpeza. O valor de R$ 1.000,00 repassados pela prefeitura subsidiava uma parte destes custos, a maior parte era complementada com recursos pessoais do Prof. Àtico, que era professor universitário aposentado.

Chico, em sua fala lembra das contribuições do Prof. Ático, através da Fundação, à comunidade de Macaúbas, eis algumas:

01- Criação da Associação Comercial e Industrial de Macaúbas – ACIMC, bem como cedendo por muitos anos espaço para funcionar sua sede;

02- Criação do Centro de Artesanato, onde dezenas de artesões em arte mineral foram formados que deram origem a uma Associação que funciona ao lado da antiga algodoeira (em frente ao Posto Macaubense);

03– Incentivo e criação do grupo das Irmãs Passionistas, que faz um belo trabalho junto a Igreja Catálogo e Pastoral da Criança;

04- Criação e manutenção do Museu Regional de Macaúbas;

05- Visita do Embaixador da Romênia a Macaúbas, reitor da UFBA,  com o fim de criar uma ponte para a tão sonhada Universidade e outras ações correlatas a realização deste projeto;

06- Criação e Manutenção da Biblioteca Pública, que funciona dentro da Fundação;

07- Realização de diversos concurso de Poesia; incentivo a produção literária como lançamentos de livros, descoberta de muitos escritores, ações culturais diversas…

Entre outras iniciativas…

Lembrar disso tudo, é um sinal de manter viva a sua memória, mais que isso, um sinal de gratidão pelo muito que o Prof. Ático fez por Macaúbas… Manter tudo isso, vivo e funcionando, não é uma homenagem ao Prof. Ático é uma homenagem  a Macaúbas…

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Lembrar do Prof. Ático é dar continuidade aos seus projetos…

Em retorno à solicitação do Presidente Chico Padre, os vereadores prometeram redigir um documento e entregar diretamente ao Prefeito José João Pereira e saber das razões da suspensão da ajuda à Fundação. Uma audiência deverá ser marcada entre membros da Fundação, vereadores e Chefe do Executivo, para resolver o problema.