Advogado das famílias de Colombiano e Galindo diz que luta agora é para ‘levar caso a júri popular’

Foto: Niassa Jamena/BN
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                                                                                          Por Claudia Cardozo(BN)

O advogado Fabiano Pimentel, contratado pelas famílias de Paulo Colombiano e Catarina Galindo para atuar como assistente de acusação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) no processo que julgará os cinco indiciados pelas mortes dos dirigentes sindicais, afirmou ao Bahia Notícias, que a luta dos familiares agora é para levar os acusados à Júri Popular. De acordo com Pimentel, a defesa tentará tirar o foco do processo sobre donos do plano de saúde Mastermed, Claudomiro Ferreira Santana e Cássio Ferreira Santana, acusados de serem os mandantes do crime, além de tentar impedir que o caso seja levado ao Tribunal do Júri. “Nossa luta é para que o caso seja levado a júri popular. A defesa tenta tirar o foco do plano de saúde, incluindo outros elementos, como uma tentativa de homicídio, que aconteceu anos atrás, mas que não tem relação com o fato atual. Eles deverão ingressar com recursos futuramente e buscar a impronuncia do tribunal”, analisa. De acordo com o defensor, “o conjunto de provas, certamente, vai levar o processo ao Tribunal do Júri”, e que acusação vai conseguir demonstrar o indício da autoria do crime, por haver prova material que comprova que os assassinatos foram cometidos em decorrência de Colombiano ter denunciado o superfaturamento do plano de saúde. O advogado ainda avaliou o primeiro dia da audiência de instrução como bom, e que, em sua visão, foi garantido o amplo direito a defesa, com direito a voz dos advogados que defendem os acusados,  e que, por isso, não há motivos para nulidade da audiência realizada nesta quarta-feira (23). Além disso, os depoimentos das testemunhas comprovam que havia uma relação de contenda entre Colombiano e Claudomiro. Sobre prazos, a expectativa de Fabiano Pimentel é que as audiências de instruções terminem ainda no primeiro semestre de 2014, e que, até 2015, o caso seja levado a julgamento popular, considerando os recursos que deverão ser apresentados pela defesa. No próximo dia 1º de novembro, uma nova audiência de instrução será realizada, com depoimento de mais cinco testemunhas de acusação. Logo em seguida, deverá ser marcada uma nova audiência para coletar depoimentos das testemunhas da defesa, e somente depois os réus serão interrogados. Ao final das audiências, o juiz responsável pelo caso, Paulo Sérgio Barbosa Oliveira, decidirá se o caso segue para júri popular, ou se os réus serão absolvidos.


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