26 de Fevereiro: há 11 meses! As extravagâncias do Prof. Ático e o seu sonho do Memorial da Casa Viva.

Prof... E sua camisa vermelha "extravagante"!... Vigia de sua própria casa: o seu Calvário!...
Prof… E sua camisa vermelha “extravagante”!… Vigia de sua própria casa: o seu Calvário!…

… E não coincidentemente, 11 é o número da sorte do Prof. Ático, “amador” da numerologia, dava atenção especial aos sinais dos números, no entanto, suas especialidades eram com os “sinais” das letras, suas frases e nestas nos textos e assim, ele contextualizava… Tanto é que (esquecemos o pretérito do verbo, que poderia ser empregado o foi) pois, no texto a seguir de sua autoria, publicado semanalmente no portal Melodia Web; replicou o número 11 por 4 vezes, sendo o seu primeiro publicado em 12/12/2008 e o último e, não coincidentemente o 44º na data de 14/12/2009…

Retornemos ao: tanto é que… Tanto é que, no seu texto, cuja sequência 28ª, de 27 de junho de 2009, e título: “Minhas ideias extravagantes e outras nem tanto! As quais, na íntegra, abaixo estão reproduzidas, onde afirma que a “Morte” é uma passagem da Terceira para a Quarta Dimensão, e extravagante tanto no pensar, que se “lambuza”, na mesma proporção que “chupava manga”, o qual seu sorriso de “menino octogenário”, o forçava a “sujar” as orelhas; tanto quanto, no seu pensar desafiante para os “ateus” provocando-os, o refletir na Fé da existência de Deus e na complexidade das coisas, as quais, segundo o Professor, não poderia ser obra do acaso, e para quem tiver dúvidas, afirma ele, que teria que ir até a 4ª Dimensão: a Morte!… Morte, para ele na verdade, é uma passagem, como sair de um cômodo e adentrar noutro!… 

Num jantar com Prof. Orlando da UFBA... E no peito: "Eu Apoio"!
Num jantar com Prof. Orlando da UFBA… E no peito: “Eu Apoio”!

Mas retornaremos as suas ideias, por muitos, consideradas extravagantes, no texto abaixo não fala de todas, é ele extensivo como o próprio Universo mas, pequeninos que somos, tanto diante o Universo, quanto de suas ideias, que por sinal eram além do nosso tempo e entendimento, vejamos:

01- Uma Universidade Pública em Macaúbas; 

02- Tornar Macaúbas Centro Regional, na cultura, comércio e no saber;

03- E como consequência das anteriores, retiraria Macaúbas do anonimato, identificando-a no Mapa Mundi; 

….. (….)

11- Criar no seu Calvário (nome que dava a sua residência ainda em construção): o Memorial da Casa Viva. Vontade expressa oral e escrita… 

As extravagâncias do Prof. Ático vinham de encontro, na maioria das vezes, a mediocridade do nosso pensar (que chamaremos de “achar”), saber e agir… Sempre se incomoda com que ele chama de a Lei do Menor Esforço: a preguiça… O querer Ganhar Mais Pelo Menor Esforço!… E sempre nos lembrava: … “Esteja Sempre Em Crédito” – “Faça Mais do Que Lhe é Pago“!…

A melhor extravagância do Prof. Ático era o seu saber, o qual não é soberbo, não é vaidoso, não é medíocre, não é orgulhoso, não é fingido… Não é, pois ainda permanece entre nós, talvez, quem sabe as “migalhas” dele, o qual o ignoramos, o protelamos e até o rejeitamos!…

... Eis o portal para a 4ª Dimensão...
… Eis o portal…

E o testamento do Prof. Ático tem: não mais que 11 linhas, pouco mais de 440 verbetes e menos de 111 palavras! Datado de 12 de Fevereiro de 2016. Pois sua esposa, se recusou a passar para a Quarta Dimensão no dia 11, o do especial do Prof. Ático… O qual, para muitos esquecido, mas certamente para ele não, que não coincidentemente caiu num domingo, como este, há duas semanas atrás!… E no Calvário, ladeados seus corpos, num ato de para muitos de “extravagância”!… Não, jamais, pois o AMOR, nunca extravasa!… Mas as ambições, as vaidades e a ingratidão não tem espaço seja nesta ou na 4ª Dimensão!…

 Mantenhamos a Casa do Prof. Ático Viva, pois lá é sua morada e sempre será!…

E como início de um recomeço, fartem-se até as “orelhas” com as necessárias e indispensáveis extravagâncias do Prof. Ático!… Até a 4ª Dimensão!… La Revedere 

Eis a questão: tocar ou não... Tocar as mentes e corações dos nãos "extravagantes"!...
Eis a questão: tocar ou não… Tocar as mentes e corações dos não “extravagantes”!…

“Minhas Idéias extravagantes e outras nem tanto!

* Por Ático Mota

“A prática da extravagância é um exercício humano que, às vezes, não passa de um simples desabafo, cujo nome rebuscado é catarse ou expurgação mental. Exercitemo-la:

a) O provérbio, arca de inegável sabedoria popular, não hesita em afirmar: Em terra de cego, quem tem um olho é rei… Mas eu contexto: Em terra de cego (s) quem tem um olho vai ser apenas um pobre guia de cego (s)…

b) Abraham Lincoln (1809-1865) chegou a afirmar categórico: “Pode-se enganar todo o povo, parte do tempo; pode-se enganar parte do povo todo o tempo, mas não se pode enganar todo o povo, todo o tempo…” Mas eu, com os olhos escancarados e as antenas do espírito sempre voltados para a nossa realidade – nem sempre promissora – ouso replicar-lhe: Não é bem assim, pois alguém pode enganar todo o povo, todo o tempo se for dono de uma cadeia de estações de TV.

c) Monteiro Lobato (1882-1948), o ponto alto da literatura para crianças, no Brasil, em determinadas circunstâncias, revela-se muito otimista, ao afirmar, por exemplo: “Uma nação se faz com homens e livros!…” Este enunciado, apesar de louvável, comporta uma reflexão complementar, porque se mostra pela metade. Existem homens e homens, livros e livros. Melhor seria ampliar: Uma nação se faz com homens de bem e livros bons!

d) No meu contínuo e longo exercício de ler, tenho deparado tantas distorções de fatos passados, que cheguei a conclusão desconcertante: A maneira mais fácil de mudar a história, a ponto de torná-la irreconhecível, é tornar-se historiador, embora tenhamos historiador e historiador.

e) Não acredito que existam autênticos ateus, porque aqueles que assim se declaram, ainda não se deram ao trabalho de refletir sobre o axioma: Não há efeito sem causa! Quem teria criado as galáxias e os universos paralelos? Seria bom que refletissem sobre o assunto. Talvez não queiram ter o trabalho de raciocinar sobre a suprema “causa necessária” e esperam, apenas, a sua passagem da terceira para a quarta dimensão (morte) quando, então, terão a prova de tudo. São uma espécie de positivistas às avessas, ou seja, aguardam a possibilidade de fazer uma experimentação concreta no espaço metafísico. Só assim poderão acreditar naquilo que passaram a vida inteira negando ou daquilo que sempre duvidaram. De qualquer forma, com a duvida ou negação deles, Deus – sempiterno e presente – continuará existindo, porque não precisa da aprovação das suas próprias criaturas!.

Bem, por já ter abusado da paciência dos leitores, vou ficando por aqui, mas lhes prometo retornar com novos petardos extravagantes! Tenham paciência!”  

 (Grifos nosso) 

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* Ático Vilas-Boas da Mota… Professor, Escritor, Historiador… Poeta… Reside atualmente na 4ª Dimensão, Alameda dos Imortais, nº 11.


Uma Resposta para “26 de Fevereiro: há 11 meses! As extravagâncias do Prof. Ático e o seu sonho do Memorial da Casa Viva.”

  1. Aníbal Cajado O. Neto

    É articulista, lamentavelmente a cada instante que decorre, sinto que realmente poucos que “beberam naquele fonte do saber”, ou se beberam não perceberam que “aquelas águas eram realmente milagrosas”, e que curavam quase todos os males mundanos, ou talvez não, pois “aguçavam mais a sede” do querer saber e querer mudar visando ás evoluções imprescindíveis em se tratando de homens racionais e “sedentos por essas”, sem tantos nem entenderem ou desejarem essas providenciais? mudanças; Sinto um privilégio indescritível por ele ter nos dado esta honra de ter residido e convivido aqui (Macaúbas, a sua terra inspirado e bendita?) entre nós, mais muitos ainda continuam sendo os “mesmos de outrora” em quase todos os aspectos existenciais, quase como “rochas ígneas primordiais”, ” que pena”, uma sociedade possuir um ” avatar” como o nosso mestre era, e mesmo assim não ter ás suas ideias “sempre extravagantes” aproveitadas ao menos o mínimo, (por que o máximo é desejar o irrealizável, ou impossível) se bem que o velho Raul Seixas foi bastante clarividente e enfático quando em uma de suas canções: Diamante de Mendigo ele faz uma alusão metafórica a respeito de quem possui esta pedra preciosa (diamante) nas mãos e infelizmente não sabe a reconhecer como tal, e por tal desconhecimento até o descarta, mais tudo bem, tenho convicção de que quem perderão ou perdem mesmo são” esses sempre mendigos” também em quase todos os aspectos e assim será, evidente que enquanto eles o desprezam o seus raríssimos legados alguns como você e este (simples mortal, e só.) que está ao seu lado no museu junto a aquele piano o presenteado por um velho amigo sergipano, sonha em manter “contatos imediatos” de preferência, de 7º grau, para o mesmo contar como está sendo esta sua experiência por lá ( na tão almejada pelo o mesmo) QUARTA DIMENSÃO,, eu arrisco um palpite- ele deve estar bastante satisfeito ou radiante, pois lá ao contrário daqui, deve ser bem mais ameno por que não uma ATARAXIA.. pois conviver com estes daqui (da sempre e imutáveis 1º dimensão), já estava bastante enfadonho para o mesmo, sentia isso, se bem que este que sentia ele daquele jeito, já se encontra quase do mesmo jeito dele, pois estar condenado (metaforicamente) ao mito de sísifo (em se tratando desta nossa sociedade, hipócrita, rude, medíocre e imutável) não é nada fácil para resistir; Quanto a “casa viva” ou memorial?? continuamos a esperar, se bem que espera têm limites……….. …,.que tudo se resolva como ele imaginava e desejava….., e neste 26,03.17, (depois de um ano sem ele fisicamente), fazemos de conta que foi um ano para reflexões , a partir daí tudo comece a se ” catarsear de verdade”, oxalá…….!!

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